Se um dia eu quis que a escuridão me acompanhasse como força,
Ela primeiro veio como derrota, como perda, como fracasso,
Pra me ensinar a ser fria, a ser fria.
Eu vou embora, pra sempre,
Porque insistir no erro, se o erro não te aceita?
Preciso enterrar zumbis,
Escolher entre a coisa e a mesma coisa,
Varrer meu quintal, e ver se ainda há grama por debaixo dessas folhas secas.
Eu vou embora, pra sempre,
Eu decidi.
Eu decidi.
Vou tentar montar algo, para que as pessoas não queiram mais me abandonar,
Ou que redima meus pecados,
Meus atentados contra o céu e contra a vida.
Não diga que eu nunca persisti no erro,
Porque eu fiz questão de errar várias vezes no mesmo lugar,
Mas o erro zombou de mim, me chamou de idiota.
E quando se está no fundo do poço é isso que se faz,
Se reconstrói.
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