terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Poor little girl... Poor little...

A quentura da morte arrodeia meu corpo,
A frustração das noites insones se instala mais uma vez.

Chora, bebê, chora...

No âmago da minha garganta se esconde, o choro do sem coração, do sem calor.
Para onde vão as ondas de calor meu quando você está satisfeito?

Dor,é a unica coisa que me resta provocar quando a tua alegria eu já tenho encaminhado.
Mas nem o prazer das dores eu sinto mais.

Meu coração muda e muda. Melhor ele ficará.
A dúvida é em relação ao desejo, que me cabe pouco, que me cabe mínimo.


 Será que será sempre assim?
 Da dor sai a flor, e da flor o fim.

Por hoje, é isso.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Eu podia estar bebendo, fumando ou tirando a roupa, mas tô aqui escrevendo coisas sem muito sentido e impassíveis de explicação por minha parte.

Num só coração pôde passar tantos homens que não ficaram, marcaram.
  Eu nunca terei certeza de nada, na planície ou na montanha meu coração sempre vai se confundir.

Mas a fidelidade é admirável no meu mundo, porque a cada segundo sinto a ponta fria da  traição querer rasgar-me.

Depois de amanhã posso não lembrar porque e como escrevi isso,mas se você cuidar bem de mim, lhe darei mim, lhe darei eu,lhe darei Brunna. No sentido que eu puder melhor fazer para não magoar você.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Shine on you crazy diamond

Meu coração quase não bate, meu passado não existe.
Ninguém consegue entender que eu só guardo o sentimento, nenhuma lembrança interfere no meu ser...
 Será que eu vou conseguir chegar ao final do caminho, sem lembrar por onde andei?
O que meu coração carrega além do meu oco?
Meu imenso esforço para guardar as pessoas que me fazem bem, um dia dará resultado?

A impressão que eu deixo em mim, é que eu sou a ave de casa indomada.
 Eu não tenho certeza dos meus problemas porque eu vivo fugindo deles, me escondendo em coisas que nem são minhas, em coisas que eu acho que quis, que quero.

Se o acaso existe, então ele é muito responsável, porque tudo tem acontecido numa sincronia tão grande...
 Todos os fatos da minha vida são tão pontuais que até me assusto. Mas eu não consigo enxergar muita coisa ainda assim.

 Meu coração quase não bate, meu passado não existe.
Minhas confissões têm sido tão erradas, tão pobres de espírito...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Eu não consigo escrever...
até breve, blog.

Voltando com um cigarro na boca, uma pose de esposa e um grito de Recesso

Graças a Deus, ou a quem seja que você apele...
Eu terei um recesso dessas aulas, dessa cidade... da minha clausura nesse cubículo aconchegante.
Não que eu não goste daqui... mas eu tô cheia, e preciso muito andar...
Tava sem a internet, sem tempo para postar aqui, e sem interesse em qualquer coisa.

Meu retrato está desfigurado, só resta uma sombra, mas diante disso não desanimo, creio que o passado construiu uma casa sobre a areia, o presente a destruiu e o futuro será sobre a pedra.

Loucuras, loucuras....

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Você não viu quando eu me transportei de novo para o meu lugar de sonhos inóspitos e água parada.



Fui embora escutando 5 minutos, para lá, onde a luz é pouca, aonde o calor não chega fácil.
Aquele lugar onde as almas ficam paradas.
Onde todos os pensamentos estão, mas não nenhum se fixa.
E as cinzas do cigarro marcam o começo e o término de um alívio passageiro.
Um lugar onde o passado teima em não ir embora, mesmo vendo aos poucos seus restos se desmancharem pelo tempo.
As corujas de um sonho descansam durante o dia, no meu lugar de pensamento nenhum.
E os lugares escuros ficam longe de mim, longe...
Como lugares não explorados, assim como os buracos negros da minha mente.
E o cheiro que soa pelo ar é de completo descaso, é perfeito.
Perfeito pra mim nesse momento.
Mas eu não sou só mais, eu não entendo, mas eu não sou mais tão só.
Eu vejo ir embora a escuridão que um dia fui eu.
E não consigo agarrar ela. Não consigo não deixar ela partir.
É o mais estranho.
E no final da música meus olhos vão baixando e vendo apenas aquela réstia do Sol ao meu lado.

sábado, 13 de novembro de 2010

Ato de Cair


Num lugar escuro
Onde transparece um feixe de luz,
Eu vejo várias vezes a mesma cena,
Como se fosse apertado o replay sempre.

Várias vezes, a mesma coisa.
E dura apenas alguns segundos.
Só há uma ação na cena.
Uma única ação o tempo todo.

Eu não consigo ver mais nada,
Mas deve haver agentes que influem na cena.
Porém eu acho que o maior agente pode ser a minha cegueira.

Me agustia o coração,
Não agüento mais ver isso.
E as letras aqui contidas,
Fazem sempre parte desse processo,
Dessa cena.


Eu só vejo ela,
A menina.
Seu vestido preto delicado por cima
Do seu corpo fino.
Apenas os dois naquele vazio negro, que é mais um fingimento do que uma escuridão.

O feixe de luz passa tão perto dela que parece querer atravessá-la,
É tão triste ver ela se levantando o tempo todo.
Dói em mim, acho que é porque até posso ouvir o impacto da queda o tempo todo.

Suas mãos saindo do chão, impulsionando o corpo para cima o tempo todo.
Todos os dias, eu vejo essa imagem,
Essa mesma garota, esforçando-se para manter-se em pé.
Queda.
Queda.
Queda...



domingo, 31 de outubro de 2010

Porque meus olhos eram iguais aos dele

O seu olhar é de uma tristeza tão terna que o faz ficar belo.
O seu problema é que está seguindo o modelo errado.
Mas eu vou ficar na minha, porque eu também não sei para onde ir.

E o caminho que passa pela minha cabeça, é diferente do caminho de um mês atrás.
A incostância das coisas não tem culpa na minha inconstância.

Teu olhar é tão terno.
E você ignora eles, como eu sempre ignorei o que eu tinha.

Mas o futuro incerto que nos pertence, não trará a calmaria que um dia já foi.
E embora eu seja mais velha, eu posso me sentir como se eu fosse do seu tamanho.
Acho que é porque eu não tenho olhado para o meu corpo.
Então a minha alma não é do tamanho dele.

Mas a sua, a sua enche o seu corpo inteiro e agora você quer fazê-la crescer,
Como eu quis.
Mas não pode, não pode.

Teu olhar é tão terno,
Que me atrai, é de uma beleza que dói.
De uma tristeza que encanta.

(Quando eu vi os olhos de Boy - 2010)

domingo, 24 de outubro de 2010

Raia o dia, e eu só sei que é dia porque as horas me disseram isso...
Mas talvez hoje o dia não queira ser dia.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Quando minha alma não tem nada a dizer.

E um dia o encanto se quebrou...
E tudo que eu pude ouvir dela foram gritos de dor,
Como se a alma dela tivesse sido rasgada...

Aí ela decidiu.
E depois disso não podia mais voltar atrás.
Ela não iria, nem se quisesse.

O mundo separou os tons de cinza para alguns momentos,
Ela resolveu que agora ia conseguir enxergar tudo como era, mas manteria o cinza.
Porque nem tudo pode ser colorido.

Então ela deixou um pedaço de sua alma partir... pra bem longe.
Pra que ele não viesse com falácias.

E agora ela nem sabe direito como chegar,
Só o que lhe resta é um sonho que ela achou quando as coisas pioraram a ponto de uma casa se tornar seu mundo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Enterro


Desgraçado, você assistiu todas as minhas tragédias
E se divertiu com elas por todo esse tempo.

Saiba que a dor está me ensinando a não parar mais pelos meus simples impulsos físicos.

Eu queria te bater, arrasar com você,
Mas até isso eu vou esquecer, pois o seu enterro deve ser maior que todos esses eventos.

A dor que dói, silenciosa em meu peito,
Silenciosa em meu choro, graças a Deus não é causada só por você,
Porque se fosse eu me odiaria por implorar por tão pouca coisa.

De adubo eu espero que pelo menos você sirva,
Porque há muitas flores que eu quero plantar e ainda me falta o terreno.

Da mágoa não sairá nada,
É preciso limpar o terreno,
Pra que as flores não murchem antes da primavera.

Tudo irá embora uma hora ou outra,
Que a dor que me persegue agora sirva pra alguma coisa.

domingo, 17 de outubro de 2010

Erro


Se um dia eu quis que a escuridão me acompanhasse como força,
Ela primeiro veio como derrota, como perda, como fracasso,
Pra me ensinar a ser fria, a ser fria.

Eu vou embora, pra sempre,
Porque insistir no erro, se o erro não te aceita?

Preciso enterrar zumbis,
Escolher entre a coisa e a mesma coisa,
Varrer meu quintal, e ver se ainda há grama por debaixo dessas folhas secas.

Eu vou embora, pra sempre,
Eu decidi.
Eu decidi.

Vou tentar montar algo, para que as pessoas não queiram mais me abandonar,
Ou que redima meus pecados,
Meus atentados contra o céu e contra a vida.

Não diga que eu nunca persisti no erro,
Porque eu fiz questão de errar várias vezes no mesmo lugar,
Mas o erro zombou de mim, me chamou de idiota.

E quando se está no fundo do poço é isso que se faz,
Se reconstrói.

.


sábado, 16 de outubro de 2010

Quando no final da noite embriagada, você percebe que não adianta fugir das lágrimas, um dia aparecerão, sob qualquer outra forma.


Eu espero que você sofra,
Porque sinceramente, eu sou humana, e nem sempre eu vou desejar que você seja mais feliz do que eu.

Eu quero que o mundo se transforme e que eu me transforme também,
Pois o risco nem sempre parece melhor que o seguro, principalmente quando já se sabe a consequência.

O meu medo é de não valer a pena,
Do mundo me fazer refém de novo.

Eu trilharei meu próprio destino,
Com a ajuda dos deuses, do bom senso e do álcool.

Eu vou embora, porque o mundo é minha terra,
E esse lugar é pequeno demais pra ser dividido por duas crianças gêmeas.
Por isso digo, pode ficar, o meu espaço é maior.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Silêncio




                                                                                          
 E tudo vai ficando em profundo silêncio.
Desaparecem até os ecos.

Me vejo assim e me espanto.
A vida jaz em meu peito,
As letras por mais que estejam certas já não significam nada
E minhas lágrimas se tornam mais escassas a cada dia,
Não por sinal de força, mas por sinal de fracasso.
Sinal de que a morte está me vencendo a cada dia.

Quando havia gritos de dor e lágrimas escandalosas,
Havia vida lutando contra o luto,
Assim como quando há febre no corpo,
E quando o corpo esfria, melhora ou morre.
Meu corpo morre, minha alma se entrega.

Por favor, não me deixe só
Porque eu não tenho medo do escuro e ele me consome lentamente.

Quando a morte deixa seu gosto em minha boca


                                                                              

Ás vezes, escurece e a gente nem percebe       
E um dia eu deixei a escuridão penetrar na minha alma transparente     
E então a minha visão ficou turva
E eu não pude mais perceber o certo e o errado.

Eu não pude mais aceitar os erros que não eram meus me afetassem de uma forma que só eu morresse. Então decidi deixá-los morrer,
Eu já morri demais.
E ás vezes, depois de cada renascimento parece que consegui pela última vez.
Só o que fiz, foi viver.
Não sabia mais distinguir certo e errado,
Não guardava lembranças.

Eu fui embora e você ficou, como algo não iniciado.

E se alguém por acaso ler estas linhas e entendê-las, me explique,
Pois eu não consigo entender mais nada.

O mundo virou escuridão e eu não estou esperando mais ninguém acender uma vela.

Buraco



Sinto falta da minha casa,
Onde há pessoas de menos,
Mas a natureza me fornece melhor companhia.

Sinto falta da minha casa,
Onde o pôr e o nascer do Sol determinam a duração de uma vida.

O meu motivo agora de andar
É tentar preencher um vazio que já existe há tempo demais para eu resistir.

Sinto falta da minha casa,
Não sei como chegar lá,
Não sei como chegar lá.

O Sol marca o tempo da minha vida.
Mesmo que quando ele está a iluminar, a minha escuridão própria 
Não deixe transpassar luz.

Me encontro tão perdido.
Que eu nem sinto mais o mundo,
E todas as coisas parecem vãs,
A humanidade parece patética 
E o meu lugar parece ser qualquer lugar
Porque eu não me importo com qualquer coisa que aconteça.


Sinto falta da minha casa.
Eu não sei como chegar lá.
Ou se ela ainda existe.
último post horrível...
Sorry!
Não deu pra pensar direito com tanta zuada.
Corrigi-lo? Talvez... mais tarde.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vazio

Vi com meus olhos embaçados, cheios de desgosto e amargura
Pessoas decidirem não amar.
Nesse dia, eu chorei não só por mim, mas pela humanidade inteira.

Então, um vendaval arrastou todas as cores do mundo.
O mundo ficou preto, ficou branco.
Depois ficou cinza e acabou de vez com a minha vida.

O que é o ser humano que perde até os vestígios de seus sonhos?
Não sobrou nada, e o que me levou foi o impulso, um impulso que eu nem sei de onde veio.

E até para os seres desesperançosos eu aparentei pior. Eu me tornei pior.
O mundo virou nada, e todas as suas questões se tornaram insignificantes.
Eu me perguntei porque não dormir enquanto o outro dia não vem?
Mesmo sem saber se haverá amanhecer, pois o mundo cinza entrara numa noite eterna.

Eu me atrevi a pensar que um dia irá passar, como tudo que não permanece...
Como a sobremesa que acaba, como o machucado que sara.
Eu não posso saber...
Deixei as cores escaparem. Deixei o mundo morrer.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Calada!Calada!Calada!!

Tenho que não me pronunciar diante dos fatos e emoções que tomam conta do meu pequeno e frágil ser nos últimos dias.
      Não suporto a ideia de que a pessoa em quem eu achei que pudesse confiar, tenha me traído. Dizendo coisas que em verdade, em verdade aconteceram, mas que não condizem absolutamente nada do meu perfil.
       Não consigo entender também a indecisão de alguém diante de tão profunda atração.
Por tanto me calo agora, em parte porque minha alma não tem nada que preste a declarar.

Bom dia.

sábado, 9 de outubro de 2010

Quando a brisa de uma noite enluarada fode com a sua existência



Viu-se, não de longe
Uma alma rasgar sem querer um curativo
E lamentar um curativo que não existiu.

Predestinação, um dia foi
Sinônimo de aventura e segurança
Predestinação, hoje é
Sinônimo de consolação e conforto.

O vento que pode vir de qualquer direção
Em noites feridas de luares ambíguas de encanto,
Sopra em um coração quase oco.

O vento faz arder todas as feridas da carne mal comida,
Da alma toda mordida.

Esse maldito vento,
Nessa noite desgraçadamente enluarada
Traz lembranças de paixões, amores,
Felicidades que não aconteceram e de futuro incerto.

Predestinação um dia, foi
Sinônimo de aventura, segurança e felicidade conquistada.
Predestinação hoje é
Sinônimo de consolação e conforto. 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Partida


Se eu for embora
Eu vou esquecer de você
Do que aconteceu, do que falei, do que senti.

Se eu for embora,
Passado não existirá,
E o futuro um dia também será apagado.

Se eu for embora,
Me procure,
Fale comigo,seja meu amigo
Mas não exija que eu lembre o que esqueci.

É verdade,
Eu não sei o que fazer
Para resgatar a saudade
Que no instante em que parto,
Deixo morrer.

Egoísmo


O protagonista nem sempre sou eu
E o erro é não pensar.

O filme não foi feito por mim,
Meu mérito é de outras pessoas.

Felicidade não é não pensar.
A minha genialidade foi destruída assim.

É passível de ódio imenso
Aquele que não se eleva com adoração Maior.

O burro finge ser sábio diante dos mudos.
O mudo abaixa as orelhas diante do locutor esperto.

A consciência é a chava perdida do conserto.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Maria


Ela era só uma menina que se perdeu
Entre os vários caminhos.

Um perfil meu que veio antes de mim,
Ela era uma das faces minhas que acabo de reconhecer.

Eu poderia ser todo mundo,
Poderia ser o que já sou :
Qualquer uma.

Qual é o problema dela?

Será que o problema é mesmo dela?

O dedo do acusador não é diferente do dedo do acusado.

Mas as situações mudam de pessoas,
As situações fazem as pessoas,

Ela se perdeu.
Só.

Vida


Enquanto viveu
Soube mais que os outros que ela viria

Soube seu destino e não teve dó ou dor
Pois por ela foi causado seu próprio fim.

A morte não lhe amedrontava mais
Como nos tempos de infância.

Seu coração aposentou-se cedo
E sua alma resolveu brincar em todos os carnavais.

O fim da sua esquizofrênia
Chegou quando as células já não podiam conter o mal que ela havia iniciado.

Aí ela viveu,
Viveu.

E isso é tudo.

Quando minha cabeça vai explodir de pensamentos reprimidos


Meu eu quando se esvazia
Deixa a morte na minha boca.

Meu eu quando é enchente
Transborda até coisas que nem de mim são.

Minha esquizofrênia não me deixa perceber o mundo como é.

E quando uma brecha
A porta deixa escapar
Do mundo só consigo ver
A solidão.

E eu me agonio
Com a minha falta de percepção
E eu me agonio
Quando descubro como as coisas são.

Hoje, nas palavras escapei.

Mas quando por fim a escrita acaba,
Eu esqueço tudo que senti, tudo que pensei,
E essas palavras passam a ser de uma pessoa desconhecida.



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Adeus

Meus traços são suaves e as vezes firmes
E eu esqueço de você quando as palavras me entretêm

O sono quer me arrastar para um mundo onde minha barriga não reclama,
Mas eu estou indo embora
Eu estou indo embora e há coisas que ainda não fiz, que ainda não preparei .

Se o mundo fosse outro mundo,
Onde o meu sono se unisse ao seu,
Eu não partiria tão rápido, não deixaria o mundo por vontade própria,
Apenas quando o despertador disparasse.

Eu estou indo embora
Para onde as pessoas não me viram nascer ou crescer,
Mas mesmo assim podem perceber como eu nasci e cresci,
Porque um ser humano nunca esconde sua alma,
Nem quando mente ou a nega.

Se o mundo fosse outro mundo,
Onde o meu sono se unisse ao seu,
Eu te mostraria coisas que você nunca ousou imaginar,
Eu escutaria a sua alma, Eu dançaria com você uma canção
Que o silêncio canta.

Mas existem vários mundos,
E você não abriu a porta do seu.

Eu estou indo embora.


"O ponto mais importante da vida das pessoas se chama amor, e elas estão procurando por isso
consicente ou inconscientemente. Todas elas."

"O amor é o que faz o mundo movimentar -se de um jeito ou de outro, seja pela sua presença ou pela falta dela."






Rsrsrsrsrs...
I'm wrong, right?

Criança


Eu corri atrás de um sonho
Que mal podia compreender
E que enfeitiçava a minha alma.

Mas a solidão é companheira da dúvida
E por fim me deixei levar pelas antigas leis.

Quase pedi perdão ao covarde júri.

Louco e sagrado devaneio
Veio acudir-me de novo de tal tragédia.
Mas o crepúsculo estava chegando
E eu me perdi na Noite Escura.

Acendi velas, lanternas...
Mas não podia desprezar a ausência da verdadeira luz.

E eis que por fim
O dia haveria de renascer

Sorri muito quando o primeiro raio de Sol tocou a minha face,
Trazendo consigo meu sagrado devaneio.

E fiz isso, senti isso, chorei por isso,
Alegrei-me por isso.

Perdida num mundo
De luzes e escuridão
Tudo o que me sustentava
Era a confiança nas pessoas.

Pessoas traem.

Sabia bem, definir errado de certo,
Sabia bem o que eu queria ter.

Agora, nada sei.

A loucura beira à minha lucidez
A solidão é companheira da dúvida.

As luzes da cidade são bem atrativas
Mas os holofotes que caíram sobre mim
Denegriram minha imagem,
Confundindo-me entre verdades e mentiras.

O devaneio mais louco
Dominou a impura criança
Que esqueceu das leis invisíveis
Alarmando os juízes mais covardes
Habitantes de máscaras democráticas.

Sub


Há tempos em que só sei que estou viva
Porque sangro.
Faço ferida
Para me sentir de novo no mundo.

Depois procuro diagnósticos,
Causas e consequências para minhas doenças.

Cicatrizes procuram novas feridas.
Velhas feridas fingem ser cicatrizes.

O revolver pode estar apontado para a face do outro
Mas o punhal está emperrado em meu peito.

Eu que o enfiei lá.

Por sentimentos baixos, tão baixos
Eu me desviei.

Ás vezes sangro
Para saber que sou parte deste mundo.

Sobre as imagens dos textos

Quero deixar bem claro, que todas as imagens que aparecem no blog são retiradas da net.
Pra que ninguem m processe ou reclame dpois, acho todas pelo google e não quero roubar ninguém.

Espera


E então eu caí
Quando um "Eu não te amo mais"
Soou por entre os meus ouvidos
Como linha cortante
Que decepa um corpo.

Tudo pareceu tão distante,
Meus sonhos...

E foi então que a dor cobriu o vazio
E as lágrimas criaram
Um dilúvio que devastou,
Um mundo já quebrado, já derrubado,
Já não existente em suas bases.

E aquela dor tão moída
De ossos, de carne, de sangue meu
Fez com que o mundo que não era mais meu
Me matasse toda vez que eu olhava pela janela.

E assim o dia se passou
A noite se passou,
E a retentora da minha esperança não chegou.

Mas se a espera esperou
Então esperança se tinha.

Mas era inútil,
Era Imbecil,
Era esperar algo que já tinha ido.

Então a tristeza consumiu
Cada fibra do meu corpo
Cada partezinha da minha alma.

E depois, a espera esperou a morte.

Mas os bondosos deuses
Me negaram essa dádiva.


Saudação aos mortos


Escutai minhas preces,

Neste lugar sagrado
Mantenho-me do amanhecer ao crepúsculo.

A noite se confunde com o dia,
Lágrimas, lamentações
Eu escuto todo dia,

Velas, Flores...
Putrefação
As mesmas coisas desde então.

Sorrisos, nunca mais os vi
De lágrimas as almas estão cheias
Não é quem parte que as semeia.

Seu pai, sua mãe e seus irmãos
Mudaram os olhos desde então.

O céu não se fechou
Nem mesmo de cantar os pássaros pararam,
Mas agora tu moras ao meu lado.

Dorme, descansa
Doce alma
Que o passado nesta terra está
E o futuro não há.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O futuro me olha com olhos de passado corrigível


A divindade que me resta
Não resiste sequer a uma declaração sua.

Se eu tivesse saído da sua vida que está dentro de mim
Eu não sentiria vontade de quebrar sua cara,
Não sentiria vontade de esclarecer o que eu acho que já está claro,
Não ficaria doente com febre que inunda meu corpo,ou com pernas que mal podem me sustentar,
Ou com um coração com arritmia...

A divindade que me resta
Vai embora agora
Quando me torno tão humana
A ponto de desesperar-me por não te ter nessa vida.


A divindade que me resta
Emite o pecado, a peversão de provocar
Em outros o que você provoca em mim.

A divindade que me resta
Vai embora da tua vida que está na minha,
Não posso viver mais assim.

A divindade que me resta
Não se incomodaria nem um pouco
De abandonar essa dádiva dos outros deuses
Para ser sua mortal.

sábado, 2 de outubro de 2010

Não sei


Hoje, sinceramente eu não sei.

Eu não sei...

Entre



                                                                 Eu sei que você está aí fora
                                               Só não sei o que está esperando pra vir me buscar.

                                                                   Porque você foi embora?
                  Eu estive o tempo todo aqui, como uma louca a te contar minhas esquizofrênias.
                                                   Eu me acostumei com teu silêncio,
                  com teu coração preto e cheio de coisas importantes que não podiam 
                                                      ser  ditas pra qualquer pessoa.

                                                                Eu sei que você está aí fora
                                                                     Arrodiando a casa.
                                                            
                                                              Eu já te chamei para entrar,
                                                           Talvez você não tenha escutado.
                                                             Eu escolhi no que acreditar.
                                                   Eu sei que você está aí fora, arrodiando a casa.

                                               Só não sei porque você não entra pra me buscar,
                                                      Pra me levar de volta pro nosso mundo.

                             

VEM


Vem que o corpo está quente
E o veneno já me espera.
Vem que eu não me importo de morrer com essa ilusão.

A semente do mal já cresce
E eu não consigo não desejar o seu calor.

O meu sorriso é pleno

E eu vou disfarçar
Os pulsos frenéticos do meu coração
Quando achar que o rapaz que aparecer na esquina é você.

VEM logo
Que eu não posso esperar muito tempo.

O mundo está muito grande para tão pequena existência.

Eu estou aqui, mas o relógio também.

Pequenos buracos do Paraíso

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Amaldiçoarão os Deuses as pessoas as quais me encontrarem pelo caminho ?


A solidão escura da noite,
Que esconde todas as coisas a que posso fingir me apegar,
Me assiste nesta luta com  as palavras.

Náuseas, Náuseas...
O vazio que habita a minha alma está me enjoando cada vez mais...
Minha mão é branca, meu sexo não desperta.

Não sei se os Deuses escolhem os destinos das pessoas,
Ou se as nossas linhas se cruzam tão bem só por coincidência.

Meu mundo é paralelo ao dos Deuses,
Cheio de máquinas e personagens criados por minha mente hipocondríaca,
Que nada sabe , nada vê, nada sente.

Meu mundo paralelo não consegue se relacionar
Com esses outros mundos paralelos...
Me sinto tão estranha, tão não pertencente a este Planeta.

Amaldiçoarão os Deuses as pessoas as quais me encontrarem pelo caminho?
O que sou na mão deles? Um veneno viciável? Uma arma de fogo?
Fogo que destrói e purifica,
Fogo sem gasolina.
Fogo.

A noite esvai-se como se não houvesse tempo,
Minha náusea acaba, ainda sou nada.
Os Deuses...
Esses eu nem sei por onde andam ou o que fazem,
Mas são muito bons  no que fazem.

A Dança das Borboletas



Tarde de Sol decadente,
O Sol fica mais gentil para a doce dama,
Seu vestido de chita, seu cabelo curto e negro,
Ela estica seus braços para sentir o dia...
Seus pés já sentem a cidade,
O calçamento quente,a pedrinhas que machucam.
Alguns nem a veem, outros ignoram a provável loucura da moça...
Ela anda pelos velhos lugares que restaram da Paraíba,
Ruas semi-desertas.
Ela canta o poeta da terra,
Espera que a achem louca e a deixem sozinha na sua loucura...
Seu sorriso não desaparece facilmente...
Gritos são ouvidos, Gargalhadas...
Poemas... Músicas...
Não sei se importa saber quem é aquela menina que rodopia
Pelo centro histórico, Transparecendo a loucura humana,
E deixando escapar a loucura divina...
Um vestido de chita sendo balançado pelo ar
em plena terça-feira.
Braços abertos, rodopios...
Música.

Agridoce


Doce vicio do veneno
Que me deixou extasiada,
Excitada, fervendo.

Doce contentação física
Que senti saindo do seu corpo e indo de encontro ao meu.

Veneno que eu emiti e nunca percebi.
E você me fez pagar o preço,
Experimentar de um doce angústia,
Eu amei, amei...
Mas algo deu errado,
Procurei por mim em seus olhos,
E eu não estava lá...

Nunca estive,
Me afastei do vicio,
Mas talvez eu queira voltar,
Talvez obter daquilo que ninguem nunca me ofereceu.
Dessa coisa rara,
Que me arrepiou.

Surrealismo?


Somente agora sinto a solidão
Me abraçar.
Meus olhos não escondem a decepção dos meus ultimos erros,
Meu organismo reflete minha alma...

Ando com tanto sono...
Com tanto sono...
Só queria dormir, dormir,dormir...
Agora, não há mais ninguem por mim além de mim...

Eu só queria dormir,
dormir escutando Led Zeppelin...
Onde estão meus amigos?
E cadê os seres humanos perfeitos e confiavéis??
Cansei de todo esse drama inútil e adolescente...
Vamos ficar quietos quando não houver nada para dizer.

Filha do Vento


Meu coração se foi,
Disse: Adeus, talvez eu volte um dia...
Quem sabe...

Fiquei apenas a olhar o Universo...
Sou agora, apenas o vento que acaricia seus cabelos.

Meus olhos estão mais negros,
Minha criança está desperta,
E não há mais tragédias.

Mas minha bondade permanece a mesma.
Minha bondade.
Minha covardia e sacanagem também.

Sou agora o vento que acaricia seus cabelos,
Sou também a noite em sua majestosa apresentação,
Sou apenas o vento que acaricia seus cabelos
Na ausência de outro corpo quente,
Você fica comigo.
Apenas comigo.

Meu coração se foi,
Sem data para voltar,
Eu virei vento,
Fantasma do Universo.

Cubículo


Neste cubículo, em que quase não caibo
As paredes da solidão estão prestes a engolir-me.
Não há janela alguma.
E a porta está trancada,
Não sei onde está a chave.

Eu não fui compreendida
(Também não compreendi)
Eu achava que era diferente e
Por isso desrespeitava os outros.
(Todos são diferentes e nunca percebi)
Eu achei que tava certa
( Um relógio parado nunca está totalmente certo ou errado).

O cubículo que me sufoca,
Não foi criado por ninguém além de mim.
Eis que agora encontro algo em meu bolso.
 A chave da porta.

  A chave.
    Basta sair.

Prostituta



Eu entreguei meu corpo
Em função dos seus prazeres.

Eu negociei gemidos,mordidas, carícias...
E tudo isso não significou nada.

Tudo o que tem de mim, não diz quem sou.

Eu seguirei avante,
Seduzindo homens,
Negociando apenas o que o dinheiro pode comprar...

Esperando alguém que  queira conhecer a minha alma.

Funerais


Fui em todos os meus funerais
Vi diversas vezes, centenas de vezes,
Os olhos vidrados , vazios.
Nas últimas vezes,
Acendi velas,rezei.
Nem chorei.
Nas últimas vezes
Me agarrei à Fênix dentro de mim.
Minha poderosa Fênix.
Tenho visto funerais ao meu redor,que não são meus,
Mas que têm me deixado assustada quanto à humanidade.
Será que é nossa sina morrermos enquanto estamos vivos?
Em minhas preces, com velas acesas,
Peço à minha Fênix que continue comigo.
Em minhas preçes, peço com velas acesas,
Que  eu possa fugir pra longe do Refúgio dos Covardes onde cresci.


Meu anjo

Sinto quando me deito,
Alguém tocar em meus cabelos,
Acariciar minha pele
E velar o meu sono.
Ás vezes me pergunto se mereço esses carinhos,
Se mereço a atenção de um anjo tão bom assim...
Agradeço ao meu Pai por permiti-lo se aproximar de mim.
Ó doce anjo, quem dera eu pudesse ver seu rosto,
Acariciar a tua pele, beijar seus tão macios lábios,
Retribuir o seu amor.
Me diga, meu doce anjo, porque me escolheu...
Hoje à noite,proclamarei algumas palavras,
Em forma de canto para que possas me ouvir.
E se  não puder me ouvir,
Leia meus lábios ou até mesmo meu pequeno coração,
Porque eu preciso anjo,
Que você saiba que eu também te amo.

Leves Pedras



Quantas vezes sentados nessas pedras cantamos nossas tristezas, nossas alegrias?
Essas pedras agora sozinhas, presenciaram nossos encontros, nossas descobertas...
Quantas vezes sentados nessas pedras discutimos as nossas diferenças sem procurar iguala-las?
Quantas vezes essas pedras nos viram brincar com a nossa inocência hoje esquecida?
Essas pedras puderam sentir o nosso amor florir...
Sentiram o nosso desejo aumentar, os nossos corpos se unirem manifestando algo maior.
Gloriosas pedras, carregadas hoje na memória, sem peso nenhum, por ironia, apenas leves e doces histórias, do começo,
 Inicio de hoje.