Meus traços são suaves e as vezes firmes
E eu esqueço de você quando as palavras me entretêm
O sono quer me arrastar para um mundo onde minha barriga não reclama,
Mas eu estou indo embora
Eu estou indo embora e há coisas que ainda não fiz, que ainda não preparei .
Se o mundo fosse outro mundo,
Onde o meu sono se unisse ao seu,
Eu não partiria tão rápido, não deixaria o mundo por vontade própria,
Apenas quando o despertador disparasse.
Eu estou indo embora
Para onde as pessoas não me viram nascer ou crescer,
Mas mesmo assim podem perceber como eu nasci e cresci,
Porque um ser humano nunca esconde sua alma,
Nem quando mente ou a nega.
Se o mundo fosse outro mundo,
Onde o meu sono se unisse ao seu,
Eu te mostraria coisas que você nunca ousou imaginar,
Eu escutaria a sua alma, Eu dançaria com você uma canção
Que o silêncio canta.
Mas existem vários mundos,
E você não abriu a porta do seu.
Eu estou indo embora.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Criança
Eu corri atrás de um sonho
Que mal podia compreender
E que enfeitiçava a minha alma.
Mas a solidão é companheira da dúvida
E por fim me deixei levar pelas antigas leis.
Quase pedi perdão ao covarde júri.
Louco e sagrado devaneio
Veio acudir-me de novo de tal tragédia.
Mas o crepúsculo estava chegando
E eu me perdi na Noite Escura.
Acendi velas, lanternas...
Mas não podia desprezar a ausência da verdadeira luz.
E eis que por fim
O dia haveria de renascer
Sorri muito quando o primeiro raio de Sol tocou a minha face,
Trazendo consigo meu sagrado devaneio.
E fiz isso, senti isso, chorei por isso,
Alegrei-me por isso.
Perdida num mundo
De luzes e escuridão
Tudo o que me sustentava
Era a confiança nas pessoas.
Pessoas traem.
Sabia bem, definir errado de certo,
Sabia bem o que eu queria ter.
Agora, nada sei.
A loucura beira à minha lucidez
A solidão é companheira da dúvida.
As luzes da cidade são bem atrativas
Mas os holofotes que caíram sobre mim
Denegriram minha imagem,
Confundindo-me entre verdades e mentiras.
O devaneio mais louco
Dominou a impura criança
Que esqueceu das leis invisíveis
Alarmando os juízes mais covardes
Habitantes de máscaras democráticas.
Sub
Há tempos em que só sei que estou viva
Porque sangro.
Faço ferida
Para me sentir de novo no mundo.
Depois procuro diagnósticos,
Causas e consequências para minhas doenças.
Cicatrizes procuram novas feridas.
Velhas feridas fingem ser cicatrizes.
O revolver pode estar apontado para a face do outro
Mas o punhal está emperrado em meu peito.
Eu que o enfiei lá.
Por sentimentos baixos, tão baixos
Eu me desviei.
Ás vezes sangro
Para saber que sou parte deste mundo.
Sobre as imagens dos textos
Quero deixar bem claro, que todas as imagens que aparecem no blog são retiradas da net.
Pra que ninguem m processe ou reclame dpois, acho todas pelo google e não quero roubar ninguém.
Pra que ninguem m processe ou reclame dpois, acho todas pelo google e não quero roubar ninguém.
Espera
E então eu caí
Quando um "Eu não te amo mais"
Soou por entre os meus ouvidos
Como linha cortante
Que decepa um corpo.
Tudo pareceu tão distante,
Meus sonhos...
E foi então que a dor cobriu o vazio
E as lágrimas criaram
Um dilúvio que devastou,
Um mundo já quebrado, já derrubado,
Já não existente em suas bases.
E aquela dor tão moída
De ossos, de carne, de sangue meu
Fez com que o mundo que não era mais meu
Me matasse toda vez que eu olhava pela janela.
E assim o dia se passou
A noite se passou,
E a retentora da minha esperança não chegou.
Mas se a espera esperou
Então esperança se tinha.
Mas era inútil,
Era Imbecil,
Era esperar algo que já tinha ido.
Então a tristeza consumiu
Cada fibra do meu corpo
Cada partezinha da minha alma.
E depois, a espera esperou a morte.
Mas os bondosos deuses
Me negaram essa dádiva.
Saudação aos mortos
Escutai minhas preces,
Neste lugar sagrado
Mantenho-me do amanhecer ao crepúsculo.
A noite se confunde com o dia,
Lágrimas, lamentações
Eu escuto todo dia,
Velas, Flores...
Putrefação
As mesmas coisas desde então.
Sorrisos, nunca mais os vi
De lágrimas as almas estão cheias
Não é quem parte que as semeia.
Seu pai, sua mãe e seus irmãos
Mudaram os olhos desde então.
O céu não se fechou
Nem mesmo de cantar os pássaros pararam,
Mas agora tu moras ao meu lado.
Dorme, descansa
Doce alma
Que o passado nesta terra está
E o futuro não há.
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