Eu corri atrás de um sonho
Que mal podia compreender
E que enfeitiçava a minha alma.
Mas a solidão é companheira da dúvida
E por fim me deixei levar pelas antigas leis.
Quase pedi perdão ao covarde júri.
Louco e sagrado devaneio
Veio acudir-me de novo de tal tragédia.
Mas o crepúsculo estava chegando
E eu me perdi na Noite Escura.
Acendi velas, lanternas...
Mas não podia desprezar a ausência da verdadeira luz.
E eis que por fim
O dia haveria de renascer
Sorri muito quando o primeiro raio de Sol tocou a minha face,
Trazendo consigo meu sagrado devaneio.
E fiz isso, senti isso, chorei por isso,
Alegrei-me por isso.
Perdida num mundo
De luzes e escuridão
Tudo o que me sustentava
Era a confiança nas pessoas.
Pessoas traem.
Sabia bem, definir errado de certo,
Sabia bem o que eu queria ter.
Agora, nada sei.
A loucura beira à minha lucidez
A solidão é companheira da dúvida.
As luzes da cidade são bem atrativas
Mas os holofotes que caíram sobre mim
Denegriram minha imagem,
Confundindo-me entre verdades e mentiras.
O devaneio mais louco
Dominou a impura criança
Que esqueceu das leis invisíveis
Alarmando os juízes mais covardes
Habitantes de máscaras democráticas.

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