sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Cubículo


Neste cubículo, em que quase não caibo
As paredes da solidão estão prestes a engolir-me.
Não há janela alguma.
E a porta está trancada,
Não sei onde está a chave.

Eu não fui compreendida
(Também não compreendi)
Eu achava que era diferente e
Por isso desrespeitava os outros.
(Todos são diferentes e nunca percebi)
Eu achei que tava certa
( Um relógio parado nunca está totalmente certo ou errado).

O cubículo que me sufoca,
Não foi criado por ninguém além de mim.
Eis que agora encontro algo em meu bolso.
 A chave da porta.

  A chave.
    Basta sair.

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