Meu eu quando se esvazia
Deixa a morte na minha boca.
Meu eu quando é enchente
Transborda até coisas que nem de mim são.
Minha esquizofrênia não me deixa perceber o mundo como é.
E quando uma brecha
A porta deixa escapar
Do mundo só consigo ver
A solidão.
E eu me agonio
Com a minha falta de percepção
E eu me agonio
Quando descubro como as coisas são.
Hoje, nas palavras escapei.
Mas quando por fim a escrita acaba,
Eu esqueço tudo que senti, tudo que pensei,
E essas palavras passam a ser de uma pessoa desconhecida.

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