sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Amaldiçoarão os Deuses as pessoas as quais me encontrarem pelo caminho ?


A solidão escura da noite,
Que esconde todas as coisas a que posso fingir me apegar,
Me assiste nesta luta com  as palavras.

Náuseas, Náuseas...
O vazio que habita a minha alma está me enjoando cada vez mais...
Minha mão é branca, meu sexo não desperta.

Não sei se os Deuses escolhem os destinos das pessoas,
Ou se as nossas linhas se cruzam tão bem só por coincidência.

Meu mundo é paralelo ao dos Deuses,
Cheio de máquinas e personagens criados por minha mente hipocondríaca,
Que nada sabe , nada vê, nada sente.

Meu mundo paralelo não consegue se relacionar
Com esses outros mundos paralelos...
Me sinto tão estranha, tão não pertencente a este Planeta.

Amaldiçoarão os Deuses as pessoas as quais me encontrarem pelo caminho?
O que sou na mão deles? Um veneno viciável? Uma arma de fogo?
Fogo que destrói e purifica,
Fogo sem gasolina.
Fogo.

A noite esvai-se como se não houvesse tempo,
Minha náusea acaba, ainda sou nada.
Os Deuses...
Esses eu nem sei por onde andam ou o que fazem,
Mas são muito bons  no que fazem.

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